Entidade defende prioridade na vacinação nestes grupos de mulheres para conter morbimortalidade ocasionada pelo vírus

A Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn) comemora o início da vacinação das gestantes contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte. Antes mesmo da publicação da portaria do Ministério da Saúde em abril, orientando a vacinação, a Sogorn já havia recomendado oficialmente aos secretários municipais e estadual de Saúde a inserção das gestantes e lactantes de risco como grupo prioritário para a vacina.

Com relação ao alerta, conforme o presidente da Sogorn, Robinson Dias, há estudos constatando que as grávidas têm mais riscos de necessitarem de UTI, ventilação mecânica ou até mesmo risco de morte, do que as não grávidas. Um destes estudos foi o realizado pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC-EUA) – com 400 mil mulheres diagnosticadas com a Covid-19, sendo 23.400 gestantes.

Também chama atenção o aumento no número de mortes de gestantes por Covid-19 no estado potiguar. Durante todo o ano de 2020, dos 27 óbitos maternos declarados no Sistema de Informação de Mortalidade, do Ministério da Saúde, seis foram por Covid-19. Já nestes primeiros quatro meses de 2021, está registrada a quantidade de seis óbitos por Covid-19 e três suspeitos, de um total de 24 óbitos maternos.

“A vacinação é importante para reduzir a morbimortalidade da população brasileira, ocasionada pela infecção através novo coronavírus, incluindo as gestantes e puérperas. As mulheres nestas condições têm maior risco ao contraírem a doença, devido à alteração da imunidade na gravidez e pela já evidência de maior probabilidade de sintomas graves. Enquanto Associação, vamos acompanhar esse processo de vacinação e recomendamos que as secretarias de saúde ampliem o acesso e todas englobem as gestantes no grupo da vacinação”, relata o presidente.

Tanto a Sogorn quanto a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) recomendam que as gestantes, lactantes e puérperas continuem seguindo as medidas de prevenção contra Covid-19, como o uso de máscaras, a higiene das mãos e a manutenção do distanciamento social. Vale lembrar que as vacinas que estão sendo administradas no Brasil não são de vírus vivos, o que descarta qualquer possível contaminação pelo coronavírus.

Em webinar realizada pela Sogorn ainda em fevereiro, que teve como tema a vacinação contra Covid-19 na gravidez, a professora doutora Silvana Quintana expôs que “quando a lactante está imunizada contra a Covid-19 ou qualquer outra doença, o leite materno confere proteção ao bebê, por isso, a importância desse grupo estar em dia com a caderneta de vacinação”, pontua.

Deixe um comentário

Sobre o autor: Sogorn Editor