Autor: sgrnadmin

  • Mulheres e prevenção ao HIV: especialista reforça orientações no período de festas

    Mulheres e prevenção ao HIV: especialista reforça orientações no período de festas





    Antes da folia, médico ginecologista aponta sinais que passam despercebidos nas mulheres e reforçam acesso gratuito à PEP e testagem rápida na rede municipal

     

    No mês dedicado à conscientização sobre o diagnóstico precoce do HIV, dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registrou mais de 39 mil novas detecções da infecção em 2024. No Rio Grande do Norte, o cenário segue a tendência preocupante: boletins da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) apontam um aumento de 103% nos casos entre 2013 e 2023. Com a proximidade do Carnatal, um dos maiores eventos festivos do estado, especialistas reforçam o alerta para a prevenção, sobretudo para o público feminino, que costuma chegar mais tardiamente aos serviços de saúde.

    Essa demora no diagnóstico ainda é um desafio e está relacionada, em grande parte, à forma como as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) se manifestam no corpo das mulheres, aponta Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn).

    De acordo com o médico, enquanto homens tendem a apresentar sinais mais evidentes, como secreção uretral e lesões externas, nas mulheres os sintomas são mais discretos e podem ser confundidos com outras condições ginecológicas.

    “É muito comum que a evolução seja lenta ou confundida com quadros ginecológicos comuns. Muitas pacientes desconhecem que estão infectadas, o que prolonga a exposição ao vírus e permite a progressão silenciosa da doença”, explica.

    Entre os sintomas que mais costumam passar despercebidos, o especialista destaca os corrimentos persistentes ou com odor incomum; dor pélvica leve; coceira ou ardor vaginal; feridas internas de difícil visualização e sangramentos fora do período menstrual.

    Avanços na saúde pública

    Em caso de relação sexual desprotegida ou situação de risco, como falha no preservativo, a população natalense pode acessar gratuitamente a PEP (profilaxia pós-exposição), em serviços 24 horas como as UPAs dos bairros Cidade da Esperança, Pajuçara, Potengi e Cidade Satélite, e a Unidade Mista Mãe Luiza. Nesses casos, a medida deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição.

    “Esses recursos são essenciais em períodos de maior movimentação social, como o Carnatal e as festas de fim de ano. Somados aos testes rápidos, uma das grandes conquistas da saúde pública, garantem diagnóstico ágil e acompanhamento imediato”, finaliza Robinson Dias.

  • Desigualdade no acesso à saúde aumenta risco de parto prematuro no RN

    Desigualdade no acesso à saúde aumenta risco de parto prematuro no RN





    Estado registra milhares de nascimentos antes do tempo a cada ano; no mês de conscientização, entidade de ginecologistas destaca importância do acesso democrático à rotina pré-natal

     

    Mês voltado aos cuidados com a saúde masculina, novembro também conscientiza sobre um assunto sensível às mulheres gestantes, a prematuridade. No Rio Grande do Norte, embora tenha havido uma leve redução de 18% nos casos em dois anos, os desafios persistem com 4.281 bebês nascendo prematuros em 2024. Um número que, segundo a Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), tem a possibilidade de ser reduzido com o aumento do acesso a cuidados essenciais durante a gestação, especialmente fora da capital. 

    De acordo com o ginecologista e obstetra Robinson Dias, presidente da Sogorn, entre os principais fatores que explicam os números estão a falta de assistência médica adequada, a ausência de acompanhamento pré-natal e a distância dos centros de referência. O especialista reforça que a realidade nas regiões mais afastadas da capital é preocupante.

    “A complexidade parte desde a escassez de profissionais obstetras em alguns municípios, até a dificuldade de acesso a exames básicos e ao transporte sanitário. Um outro ponto que merece atenção é a gravidez precoce, mais comum em áreas rurais e periféricas, e que frequentemente ocorre sem acompanhamento médico”, explica Robinson Dias.

    Ainda de acordo com o especialista, a ausência de um pré-natal adequado pode ter origem em diferentes fatores. 

    “Muitas gestantes do interior enfrentam longos deslocamentos até conseguir atendimento, e algumas sequer realizam o número mínimo de consultas recomendadas durante a gestação. Essa falta de acompanhamento eleva significativamente o risco de partos prematuros, além de outras complicações que poderiam ser evitadas com uma assistência regular e de qualidade”, ressalta o médico.

    Atualmente, o estado conta com hospitais de referência na assistência a mães e bebês prematuros em Natal, na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN) e no Hospital José Pedro Bezerra (Santa Catarina), e em Santa Cruz, no Hospital Universitário Ana Bezerra. 

    “O enfrentamento da prematuridade exige uma rede estruturada e contínua de atenção à mulher, que comece no posto de saúde, passe pelo pré-natal e, quando necessário, chegue ao hospital de referência. Precisamos garantir que todas as gestantes potiguares, independente de onde residam, tenham acesso ao mesmo padrão de cuidado”, finaliza Robinson Dias.

  • Alimentação, movimento e autocuidado: trio transforma menopausa em um recomeço

    Alimentação, movimento e autocuidado: trio transforma menopausa em um recomeço





    Data celebrada em 18 de outubro, Dia Mundial da Menopausa chama atenção para o acompanhamento multidisciplinar como aliado na saúde e no bem-estar das mulheres

    De Xuxa a Drew Barrymore, cada vez mais mulheres famosas têm falado abertamente sobre a menopausa e ajudado a quebrar mitos e tabus. O tema ganha ainda mais destaque em outubro, com o Dia Mundial da Menopausa celebrado neste sábado (18). A data convida a sociedade a discutir o assunto e incentiva as mulheres a buscarem acompanhamento médico, nutricional e físico para viver essa fase com mais energia e propósito. 

    A menopausa é um fenômeno natural que costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos e é marcada pelo final dos episódios menstruais. Assim, o termo se refere à data do último sangramento menstrual apresentado pela mulher e sua definição é feita retrospectivamente. No entanto, mais do que um evento biológico, a menopausa acontece dentro de um período cientificamente chamado de climatério, que se apresenta com uma importante transição física e emocional. Segundo especialistas da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), a compreensão adequada desse processo é fundamental.

    De acordo com Elvira Mafaldo, diretora da Sogorn e membro da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o acompanhamento médico é essencial para a avaliação efetiva dos sintomas e possíveis tratamentos, como a reposição hormonal, que consiste na administração controlada de hormônios para compensar a queda natural de estrogênio e progesterona e, assim, reduzir os desconfortos típicos dessa fase.

    “A reposição deve ser sempre individualizada. Quando bem indicada, ela traz benefícios como a melhora da disposição, do sono, da lubrificação vaginal e da saúde óssea. É um suporte importante para aliviar sintomas e devolver qualidade de vida”, explica a médica ginecologista.

    Alívio dos sintomas envolve estilo de vida

    Além das questões hormonais, a adaptação do estilo de vida é uma das principais formas de enfrentar essa nova etapa com equilíbrio. A alimentação, por exemplo, ganha papel ainda mais importante. Eva Andrade, professora do curso de Nutrição da Estácio, reforça que, na menopausa, há uma perda natural de massa magra e aumento da resistência à insulina, o que exige uma dieta mais estratégica.

    “Nesta fase da vida, a mulher precisa de mais proteína, cálcio e vitamina D para manter a força muscular e a saúde óssea. Frutas, legumes, grãos integrais e boas fontes de gordura, como azeite e castanhas, ajudam na regulação hormonal e na manutenção do peso”, orienta.

    Ainda de acordo com os especialistas, outro aliado poderoso é o movimento. A prática regular de atividade física, segundo o educador físico Elmir Andrade, ajuda a controlar o estresse, melhorar o humor e proteger o coração. “Exercícios como musculação, pilates e caminhadas regulares estimulam o metabolismo e reduzem os riscos de doenças cardiovasculares, que se tornam mais frequentes após a menopausa, devido às alterações hormonais relacionadas ao período”, destaca o professor.

    Mais do que tratar sintomas, o desafio é mudar a perspectiva. A dra. Elvira Mafaldo conclui que o diálogo sobre a menopausa precisa ser ampliado. “É um novo começo, não o fim de nada. As mulheres estão redescobrindo o prazer, o corpo e os limites nessa fase. O climatério pode ser o ponto de partida para uma nova etapa de autoconhecimento e autocuidado”, finaliza.

  • Setembro Amarelo: depressão pós-parto afeta uma em cada quatro mulheres no país

    Setembro Amarelo: depressão pós-parto afeta uma em cada quatro mulheres no país




    Profissionais da saúde materna alertam para sintomas de depressão pós-parto e reforçam importância da rede de apoio para prevenção do suicídio

    No Brasil, 26,3% das mulheres apresentam sintomas de depressão pós-parto, conforme estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A taxa é superior à estimada pela OMS para outros países em desenvolvimento (19,8%); e quando não tratada, a condição pode evoluir para quadros de adoecimento psicológico grave, com risco de suicídio. Esse cenário ganha ainda mais destaque durante o Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção, que este ano conta com o reforço da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn) para chamar atenção à saúde mental materna.

    De acordo com Robinson Dias, presidente da Sogorn, durante a janela do puerpério – período de seis a oito semanas após o parto, quando o corpo da mulher se recupera e retorna ao estado pré-gestacional – ocorrem intensas transformações físicas, emocionais e sociais que, somadas à exaustão e à adaptação ao bebê, podem tornar a mulher mais vulnerável a quadros de depressão. 

    “Fatores como a falta de apoio familiar, histórico de violência, consumo de álcool ou tabaco durante a gestação e experiências negativas no parto aumentam ainda mais esse risco”, pontua o especialista. 

    O acolhimento é peça-chave no enfrentamento da depressão pós-parto. Orientar a mãe a procurar atendimento médico, oferecer escuta sem julgamentos e dividir as responsabilidades do cuidado com o bebê são atitudes que podem salvar vidas e devem partir tanto da família quanto dos profissionais da saúde.

    “Quando negligenciada, a saúde mental da mãe se torna um fator de risco grave. Por outro lado, quando há apoio médico, psicológico e familiar, as chances de recuperação aumentam significativamente. Não se trata apenas de cuidar do bebê, mas de garantir que a mãe esteja bem para exercer esse papel”, finaliza o presidente da Sogorn.

    Como identificar os sinais

    A psicóloga Sydennya Lima alerta que os sintomas da depressão pós-parto podem se manifestar de diferentes formas, incluindo tristeza persistente e choro frequente, irritabilidade e alterações de humor, dificuldade de criar vínculo com o bebê, perda de interesse por atividades antes prazerosas, além de pensamentos de culpa, incapacidade ou até ideação suicida.

    “É importante que a família esteja atenta, quanto mais cedo essas mudanças forem identificadas, melhor é o prognóstico. Durante essa fase, a mulher passa por diversas mudanças, tanto físicas quanto emocionais, caso os sintomas sejam identificados, buscar apoio psiquiátrico e psicológico com profissionais qualificados, é fundamental”, finaliza a profissional, que também é professora do curso de Psicologia da Estácio.

  • Com 85% do público alvo vacinado, campanha contra HPV ganha força no São João

    Com 85% do público alvo vacinado, campanha contra HPV ganha força no São João




    “É o momento ideal para alcançar jovens e famílias com informação e prevenção”, diz Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN, sobre campanha de vacinação

     

    Com a chegada das comemorações de São João, o clima de festa também representa uma oportunidade para fortalecer a conscientização sobre saúde e prevenção de ISTs. Em meio à intensa interação social junina, especialistas em Saúde destacam que é fundamental fortalecer a divulgação da vacinação contra o vírus do HPV, especialmente entre jovens e adolescentes que frequentam os festejos.

    Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que entre 9 e 10 milhões de brasileiros já estejam infectados pelo HPV, com aproximadamente 700 mil novos casos surgindo a cada ano, principalmente pela transmissão por contato sexual. Dentre os desdobramentos mais graves que o vírus pode trazer, estão os cânceres de colo do útero, garganta, ânus e pênis. E a forma mais eficaz de proteção é a vacinação precoce, recomendada a partir dos 9 anos para meninas e meninos.

    Robinson Dias, presidente da da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn), enxerga o mês de junho como uma oportunidade estratégica para ampliar o alcance das campanhas de vacinação.

    “Este é um período em que há grande mobilização social, especialmente nas escolas e comunidades. Levar informações sobre a importância da imunização contra o HPV nesse contexto é uma maneira eficaz de alcançar pais, responsáveis e adolescentes, reforçando que a vacina é segura, gratuita e essencial para a prevenção de diversos tipos de câncer no futuro”, explica.

    Dados recentes confirmam que esforços para ampliar a cobertura vacinal já têm trazido resultados positivos. Em 2024, quase 85% do público-alvo recebeu ao menos uma dose da vacina contra o HPV. Entre adolescentes de 14 anos, a cobertura ultrapassou 96%, consolidando um avanço significativo na prevenção de doenças futuras.

    Como acessar a vacina?
    A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. O imunizante é ofertado para meninas e meninos de 9 a 14 anos, independentemente de já terem iniciado a vida sexual. Para se vacinar, basta comparecer à unidade de saúde mais próxima com um documento de identidade e a caderneta de vacinação.

    O esquema vacinal varia de acordo com a faixa etária: crianças e adolescentes de 9 a 14 anos recebem duas doses, com um intervalo de seis meses entre elas. Já indivíduos com imunossupressão, incluindo pessoas vivendo com HIV, devem tomar três doses, conforme orientação médica.

    Vacina nonavalente
    Além da vacina quadrivalente disponível na rede pública, uma nova versão, a vacina nonavalente, que oferece proteção contra nove subtipos do HPV, já está disponível na rede privada. Essa versão amplia a cobertura contra o vírus, mas ainda não foi incorporada ao SUS, estando acessível apenas mediante pagamento em clínicas particulares.

  • Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna alerta para números no Rio Grande do Norte

    Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna alerta para números no Rio Grande do Norte





    No Rio Grande do Norte, em média, uma mulher morre a cada 15 dias em decorrência de complicações relacionadas à gravidez, ao parto ou ao puerpério. O dado alarmante, divulgado pelo Ministério da Saúde, reforça a urgência de ampliar o debate sobre como diminuir essa estatística no estado, especialmente nesta quarta-feira (28), durante o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

    De acordo com o Ministério da Saúde, são considerados óbitos maternos aqueles que ocorrem durante a gestação, o parto ou até 42 dias após o nascimento do bebê. No Brasil, entre 2016 e 2020, foram registradas 8.587 mortes maternas. O problema, embora nacional, tem recortes regionais ainda mais severos, como o que ocorre no RN.

    Com a criação da data para alertar a sociedade, especialistas aproveitam para chamar atenção para como esses óbitos poderiam ser evitados com maior acesso a cuidados de saúde adequados e oportunos.

    “O que enfrentamos hoje são mortes evitáveis. Muitas vezes, o que falta é o reconhecimento precoce de condições de risco, a chegada tempestiva ao serviço de saúde e o tratamento correto. Esses atrasos custam vidas”, afirma a ginecologista e obstetra Maria do Carmo Lopes de Melo, conselheira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do RN (Sogorn) e presidente do Comitê de Prevenção à Mortalidade Materna do estado.

    Em seu posicionamento, a representante da Sogorn destaca que reduzir a mortalidade materna exige um esforço conjunto entre governo, profissionais de saúde e a sociedade civil. A ampliação do acesso ao pré-natal de qualidade, a capacitação das equipes de atendimento e a garantia de atendimento humanizado são estratégias fundamentais.

    “A mortalidade materna não pode ser vista como um número distante. Cada mulher que morre deixa filhos, famílias, histórias interrompidas. Precisamos tratar isso como prioridade”, reforça o presidente da Sogorn, Robinson Dias.

  • Março Lilás: rastreio do câncer de colo do útero ganha novo aliado

    Março Lilás: rastreio do câncer de colo do útero ganha novo aliado





    No mês de prevenção à doença, especialista alerta para o poder do diagnóstico precoce para a cura

    No último ano, o Ministério da Saúde anunciou mudanças importantes no rastreamento do câncer de colo do útero. O tradicional exame preventivo (Papanicolau), ferramenta essencial para a preservação da saúde da mulher, ganhou um novo aliado, o teste molecular para detecção do HPV, indicado para mulheres entre 25 e 64 anos. Segundo Robinson Dias,  presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), essa mudança representa um avanço significativo. 

    “O novo exame identifica o DNA do HPV e tem maior precisão na detecção de infecções persistentes pelo vírus, que são o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. Com essa abordagem, conseguimos identificar e tratar lesões antes mesmo de se tornarem um câncer”, esclarece o ginecologista.

    Durante este mês, a campanha Março Lilás reforça a importância da conscientização e prevenção do câncer de colo do útero, a segunda principal causa de morte entre mulheres no Brasil. O dado do Ministério da Saúde acende um alerta para a incidência do diagnóstico tardio: cerca de 65% das pacientes só recebem a confirmação da doença quando já está em estágio avançado, o que pode reduzir significativamente as chances de cura. 

    Atualmente, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Rio Grande do Norte se configura como o segundo com menor taxa de mortalidade feminina por câncer de colo do útero no Nordeste. A Sogorn alerta que a melhor forma de manter esse número controlado e longe da média nacional é a prevenção, o rastreamento adequado e, principalmente, a vacinação contra o Papilomavírus Humano, o HPV.

    A vacina, disponível gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos da mesma faixa etária, protege contra os principais tipos do vírus que podem levar ao câncer de colo do útero. “A vacinação em massa pode reduzir drasticamente os casos da doença no futuro. Países que adotaram programas de vacinação robustos já registram queda expressiva na incidência do câncer de colo do útero. É fundamental que pais e responsáveis entendam a importância da imunização precoce”, finaliza Robinson Dias.

  • 36ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do RN discute inovações na saúde reprodutiva

    36ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do RN discute inovações na saúde reprodutiva





    Nos últimos anos, as inteligências artificiais passaram a fazer parte da nossa vida prática nas mais diversas áreas, inclusive durante uma consulta médica. No campo da Ginecologia e Obstetrícia, a combinação de avanços tecnológicos e científicos reflete diariamente uma revolução no cuidado com a saúde reprodutiva. Esse e outros temas relevantes para a comunidade médica serão pautados durante a 36º Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte, que acontecerá nos dias 08 e 09 de agosto, em Natal. Nesta edição, o tradicional evento reforça, mais uma vez, o seu compromisso em debater questões pertinentes à comunidade, com o foco na saúde reprodutiva.

    Entre os temas em destaque estão a morbimortalidade de mulheres por distúrbios cardiovasculares,  principal causa de morte feminina no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Assim como, a importância da vacinação contra o HPV na mulher adulta e a ultrassonografia na obstetrícia, tecnologia fundamental para o acompanhamento da gestação e detecção precoce de anomalias fetais.

    De acordo com Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), o evento é uma valiosa oportunidade para que a comunidade médica se atualize sobre os avanços mais recentes e adote práticas inovadoras que promovam a saúde reprodutiva feminina nas diversas fase da vida. 

    A 36ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia conta com a presença de palestrantes renomados, incluindo César Eduardo Fernandes (SP), Marcelo Luís Steiner (SP), Olímpio Barbosa de Moraes Filho (PE), Carlos Jorge Correia Lopes (SP), José Eleutério Júnior (CE), Marcella Garcez (PR), Jefferson Elias Cordeiro Valença (PE), José Humberto Belmino Chaves (AL),  Jefferson Elias Cordeiro Valença (PE), Melania Amorim (PB), Antônio Gadelha (PB). O evento também receberá destacados profissionais do RN, como: Marcelo Marinho (RN), Maria de Fátima Azevedo (RN), Técia Maranhão (RN), Ana Cristina P. F. de Araújo (RN), Reginaldo Antônio de O. Freitas Jr. (RN), Cristina Hahn (RN), Ricardo Arraes (RN), dentre outros.

    As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através do telefone (84) 3219-6611 ou através do formulário disponível no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf6cFqsP9gNXrX9yfOq7SBdRTHmPb18D0_nOceuCn0HnPbw6g/viewform

    Serviço

    36ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do RN

    Data: 08 e 09 de agosto

    Local: Hotel Golden Tulip (Avenida Engenheiro Roberto Freire, 4382, Ponta Negra, Natal / RN)

    Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf6cFqsP9gNXrX9yfOq7SBdRTHmPb18D0_nOceuCn0HnPbw6g/viewform

    Mais informações: marianna@atualeventos.com / (84) 3219-6611

  • Apoio ginecológico após os 40 anos: estratégias para promover a saúde feminina nesta fase

    Apoio ginecológico após os 40 anos: estratégias para promover a saúde feminina nesta fase





    Apesar de ser um tema ainda pouco discutido no Brasil, estudos indicam que cerca de 88% das mulheres acima dos 40 anos experimentam mudanças fisiológicas importantes associadas ao climatério e decorrentes da falência ovariana fisiológica. O climatério compreende a fase de transição menopausal, menopausa e pós-menopausa. De acordo com a médica ginecologista, Elvira Mafaldo, os primeiros  sintomas associados são as modificações do ciclo menstrual quanto ao intervalo e volume de sangramento   seguidas das manifestações vasomotoras (fogachos), e, mais tardiamente, as queixas da  síndrome uro-genital Outras queixas  importantes acompanham o climatério , como distúrbios do sono e humor, palpitações, assim como aumento do risco para osteoporose e do risco cardiovascular. 

    “No período, desde a transição até a pós-menopausa, a falência ovariana é progressiva. Na transição, os ciclos são na maioria das vezes anovulatórios, porém já cursam com hipoestrogenismo e suas consequências. A denominada síndrome  climatérica inclui um conjunto de sinais e sintomas resultante da interação de fatores endócrinos, socioculturais e psicológicos, e assim  os sintomas tendem a ser diversos”, destaca a especialista.

    O papel do ginecologista

    Assim como em outras fases características do período reprodutivo feminino, muitos questionamentos surgem durante o climatério. Neste sentido, a ginecologia desempenha um papel fundamental. “Mulheres após os 40 anos necessitam de orientações específicas quanto à prevenção de doenças e promoção à saúde. Assim, a consulta médica é uma oportunidade para elas relatarem as principais queixas, rastrear doenças crônicas e neoplasias, bem como, o momento de definir a terapêutica adequada e individualizada para cada paciente”, informa Elvira Mafaldo.

    Além disso, Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), destaca a importância do acolhimento e da humanização durante o atendimento. “Ouvir atentamente as preocupações das pacientes, validar suas experiências e oferecer uma abordagem personalizada e compassiva são atitudes que fazem toda a diferença na qualidade do cuidado prestado”, pontua o presidente da Sogorn.

    Para destacar a importância da mulher durante o climatério, a 36ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte, marcada para ocorrer em Natal nos dias 08 e 09 de agosto, contará com uma mesa redonda especial, composta pelos renomados médicos ginecologistas Cristina Ham (RN), César Eduardo Fernandes (SP) e Marcelo Luis Steiner (SP), e mediada pela Dra. Elvira Mafaldo (RN). “A Jornada é um espaço fundamental para discutir questões contemporâneas e relevantes, como o climatério feminino, abrindo possibilidades de reflexões aprofundadas sobre os desafios enfrentados pelas mulheres nessa fase da vida”, destaca Robinson Dias, presidente da Sogorn.

  • Nota de Posicionamento sobre o Projeto de Lei 1904/2024

    Nota de Posicionamento sobre o Projeto de Lei 1904/2024





     

    A Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (SOGORN) vem a público manifestar seu repúdio e preocupação com o Projeto de Lei PL 1904/2024, que prevê pena de homicídio simples para o aborto após 22 semanas de gestação, inclusive nos casos de gravidez resultante de estupro, retrocedendo no permissivo legal garantido há 84 anos no Código Penal Brasileiro.

     

    O referido Projeto de Lei desconsidera as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e é um aviltamento aos direitos fundamentais constitucionalmente garantidos, representando total incoerência com a trágica realidade das crianças, mulheres e pessoas vítimas de violência sexual.

     

    Dessa forma, a diretoria da SOGORN se posiciona contra a criminalização de pessoas nessa situação de vulnerabilidade, contra qualquer retrocesso na questão do aborto legal no Brasil, e se coloca ao lado da defesa dos direitos e da autonomia de mulheres e meninas.